Eu sobrevivi ao fim do mundo

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2000, 2002, 2006, 2008, 2010, 2011, eu sobrevivi! 😉

Que venha 2012!

Tá preparado?

E, veio 2012. O filme foi bem mais assustador do que a realidade. A terra se abriu, o fogo e a água tomaram conta do mundo. Um fim do mundo com cara de Noé. As arcas da salvação que selecionam o DNA do sobrevivente. O filme choca ao lembrar que os sobreviventes serão sempre as elites. Os pobrezinhos entraram pela porta dos fundos.

Talvez o que não se percebe é que o mundo que esperávamos no futuro é muito mais difícil do que a nossa trágica realidade. O fim do mundo já foi decretado. Estamos fechando os detalhes do processo.

O fim do mundo como conhecemos não é apenas um exercício de ficção científica. Estamos caminhando a passos largos para um colapso.

Muitos preferem se manter numa bolha negacionista. Pois o tema é bastante controverso, embora, as ciências têm nos trazido informações assustadoras. Estamos vivenciando as mudanças climáticas e o esgotamento das fontes de energia.

Aos desavisados que acreditam que a tecnologia disruptiva vem nos salvar, substituindo o trabalho do ser humano por máquinas, livrando-nos das agruras do cotidiano para, simplesmente, dar-nos tempo para viver, sinto dizer que esse discurso é uma falácia.

Pois, os efeitos degradantes da mudança climática, somadas a crescente centralização das riquezas apontam para a elitização genética da sociedade. Sim, o ser humano pode ser geneticamente modificado e viver mais tempo e melhor se adaptar ao inóspito mundo novo. Mas não pense que isso vai acontecer comigo ou com você. Já assistiu Ellysium?

É bom lembrar, também, da possibilidade da eliminação de grande parte da população mundial (não existe condição para a vida de 9 bilhões de pessoas comuns).

Enfim, esse processo louco que estamos vivendo só vai piorar. Temos que resistir para, pelo menos, manter a esperança.

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