Nota sobre a educação no Brasil

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Hoje li (ou melhor,  os olhos) por um artigo na exame que defende a desobrigatoriedade do ensino de disciplinas fundamentais. O argumento é que a sociedade atual tende a sair fora das caixas. A obrigatoriedade não produz subjetividade.

Esse é um tema complicado. Porque os fins não justificam os meios. Até concordo que a elegibilidade das disciplinas deveriam ser flexiveis. Mas como? É aí que mora o perigo.

O ‘como’ é o processo de se fazer algo. Na sociedade contemporânea esse ‘como’ deveria ser participativo e chamar para o debate as pessoas que estudam a educação, tanto do ponto de vista pedagógico como o impacto das tecnologias na sociedade e na construção do sujeito. Logo, não se faz educação por decreto.

O projeto é ruim não só pelo que entrega (embora nem me interessa entender o que poderia trazer de bom). O processo de criação, desenvolvimento, debate é inexistente. A consultoria do ministério da educação não tem competência para atender essa demanda. A burocracia é sempre burra.