Por um novo modelo de negócio

379659_10151237646388061_2062466789_nEu frequento alguns grupos de negócios. Todos estão buscando algum modelo diferente para dar conta dos mercados contemporâneos. É muito blá, blá, blá. E pouca realidade.

Poucos entendem de fato que a maioria das ideias são oriundas do movimento do software livre. Um modelo que tem a liberdade da propriedade intelectual como um diferencial. Todos com acesso ao código fonte. E, assim deixa frouxa a possibilidade de uma gestão autoritária em relação ao produto final. Ou seja, o produto final pode ser customizado. E ao invés deste poder de customização ficar na mãos das empresas, ele flutua livremente pela horda de programadores espalhados mundo afora. Se você não souber programar pode contratar o programador mais próximo ou mais confiável ou o mais barato. A escolha é sua. Isso pode acontecer em outras áreas do conhecimento. Se precisar de alguém para cuidar das suas mídias eletrônicas pode escolher entre inúmeras indicações encontradas nas redes sociais. Não é necessário buscar uma empresa ou uma agência de propaganda. A solução está distribuída em rede.

Assim, encontramos tentativas de empresas que procuram ser livres. Onde a relação entre os parceiros se dá na colaboração cotidiana. Os resultados podem ser compartilhados caso a caso. É lógico que quando envolve remuneração a chapa esquenta. Muitas vezes colaboração pressupõe trabalhar de graça em busca de uma luz no final. Assim, as diversas tentativas de se criar uma empresa que funcione num modelo de liberdade acabam em frustração. Eu já tentei várias vezes e, em nenhuma delas, tive sucesso no longo prazo. No entanto, os processos de curto prazo funcionam muito bem. É o que chamamos de zona de colaboração. Os coletivos que atuam juntos num projeto e são desmontados ao finalizar o processo apresentam mais chances de conseguir resultados do que aqueles que querem se perpetuar continuamente. Em resumo, as redes são sempre impermanentes.

Parceria são bem-vindas. Mas temos que entender como funciona. Pois, um parceiro de hoje não necessariamente vai ser teu parceiro de amanhã. Graças às tecnologias disruptivas as pessoas podem ser múltiplas e estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Podemos ter ‘infinitos’ parceiros para alavancar nossas ideias. Mas os compromissos só aparecem quando temos um projeto comum.

A impermanência é o modus operandos da liberdade. Um modelo de negócio contemporâneo pressupõe uma inspiração hacker. A maioria das pessoas confunde o hacker como o malfeitor das redes. Mas é o contrário. A ética hacker (em oposição a ética protestante) tem sido a inspiração dos novos tempos. As novidades como cultura maker, diy, grana virtual foram desenvolvidas a partir deste conceito. Um modo de produção colaborativo desponta como solução para o futuro. Se quiser ser livre é onde deverá concentrar seus esforços. Se preferir ser rico siga os passos do Netflix. Mas não vai durar para sempre…

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