Nos tempos da MetaReciclagem

ABAAAeib0AE-2.jpgQueridos, pouco falei por aqui do que foi a MetaReciclagem. No sentido disruptivo, a MetaReciclagem conseguiu ampliar o debate do que significa ética hacker e seu impacto na tecnologia social e, de como a ideia do software livre emerge nas redes sociais travestido de palavras como conversações, colaboração, gambiarras, reciclagem, reúso e os modos de se fazer qualquer coisa a partir da curiosidade.

MetaReciclagem talvez tenha sido a primeira rede que extrapolou os domínios da internet e começou atuar no mundo presencial. No entanto, o poder da internet como canal de organização de uma sociedade civil operou como diferencial nas conversas e nas pirações que foram consolidadas na prática.

MetaReciclagem existe até hoje. Uma rede atuante e conectada. O espírito de vanguarda continua a aparecer discretamente nas conversas. Entretanto, creio que perdeu a potência dos velhos tempos. E, não por culpa da MetaReciclagem em si. A internet como um todo mudou. Ficou mais burra pelo uso massivo do fb e pela entrada de tantas pessoas com interesses difusos.

MetaReciclagem é sobre a apropriação da tecnologia para a transformação social. Mas quando atualizamos esse bordão para as ocorrências contemporâneas, a apropriação só faz sentido quando é transformadora. E não é isso que assistimos no fb. Pelo contrário, assistimos as últimas tentativas da indústria de massa em manter as pessoas no trilho do consumo, tanto de informação como de produtos. Vemos também o desespero formar hordas de fla x flu como se fosse a única maneira de se atuar politicamente.

Mas o que seria uma apropriação transformadora? É uma pergunta que fica sem uma resposta direta. Pois coisas simples podem ser desviadas do seu uso original e apropriadas de modo transformador. Penso isso para ideias de reciclagem e reúso do lixo, nas quais a apropriação de uma matéria prima abundante pode nos levar a solução de problemas práticos.

Um pouco dessa ideia aparece na revolução fazedora. No entanto, fica uma crítica que não adianta criar sobre um arcabouço de tecnologias que são fabricadas para atuarem como tal. a criatividade e a inovação está na potência de desvio.

Pois, o poder transformador está na capacidade de construir um novo paradigma no qual a organização das pessoas tenham a sobrevivência como objetivo intrínseco. Sobreviver é como beber, comer, falar… sobreviver é usar os recursos disponíveis para a vida, seja qual for o momento da nossa existência.

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