Fazedores

 

mobile2Não é por acaso que o movimento fazedor tem mandado bem nestes últimos anos. Por um lado, contamos com a entrada da internet nas nossas vidas. Desde 1995 temos a disposição uma tecnologia que possibilita a troca de conhecimentos relevantes. Já são vinte anos de redes sociais, que significa que contamos com um histórico bem contundente. MetaReciclagem, Bricolabs, cultura digital… estão consolidados nos corações e mentes. São projetos que têm aberto o debate e desenvolvido novas possibilidades de lidar com a apropriação crítica da tecnologia. Vale a pena dar uma olhada no que está sendo proposto. Tem muito a ver com o clamor das redes, tanto pelo vies empreendedor como político.

E, além de analisar o processo podemos extrapolar. Pensar como seria um futuro fazedor. As redes sociais têm distribuído uma quantidade sem fim de tutoriais e afins que nos ajudam a criar o que der na veneta. Pense em qualquer coisa que lhe interesse. Pensou? Pois bem, com poucos cliques temos a possibilidade de pesquisar e construir uma ação lógica para transformar uma ideia numa prova de conceito.

Estamos engajados nas rupturas e na inovação. Somos hackers, artistas, programadores de linguagens transversais. Somos fazedores porque amamos o que fazemos. Roupas com sensores fotoelétricos que produzem energia, motores de impressoras que mudam de finalidade e passam a produzir energia através dos ventos, hortas verticais alimentadas por um sistema de irrigação montado a partir de tubos e computadores antigos. Fazemos arte com o lixo. E muito mais. E, sabemos que a liberdade de se fazer algo é um percurso do cotidiano. Nas práticas da vanguarda tecnológica encontramos aquilo que queremos.

O movimento fazedor não se baseia em kits prontos, nem arduínos, nem em impressoras 3D, nem em CMS, nem killer apps. Tudo isso é ferramenta que podem ser usadas ou não nos projetos desenvolvidos. Pois, ser fazedor é construir a partir das ferramentas que se tem à mão. A gambiarra é a regra.

No entanto, qual seria o desafio fazedor? Para mim, o maior desafio da nossa sociedade está em conseguir construir a partir das sucatas. A reciclagem, o reúso e o reaproveitamento dos recursos é o ponto G para os fazedores recriarem condições para a sustentabilidade do planeta.

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