Dá um boot and start again

boot

Só de imaginar a possibilidade de recomeçar já é importante para uma perspectiva de futuro;

Em tecnologia dar um boot é uma tarefa corriqueira. No entanto, o boot tem uma função específica: reiniciar o sistema padrão. É lógico que a faxina faz uma limpeza geral na memória RAM que é interessante para todo tipo de sistema.

Mas como costumo dizer, na vida real não tem undo. Logo, recomeçar é trazer junto os nossos conhecimento, erros e acertos e atualizar.

Creio que atualizar é a palavra que me deixa a vontade para pensar na contemporaneidade. Estamos sempre nos atualizando para cumprir a nossa própria evolução. E quando pensamos em cursos e afins a ideia é essa: atualizar o contexto e potencializar o conhecimento.

As nossas buscas nos deveriam elevar para a compreensão do espírito do tempo. O que queremos na nossa vida? qual é o futuro? Não acredito que temos respostas prontas para todas as questões. A solução deve ser construída caso a caso.

A ideia que propomos desenvolver está no processo e na análise dinãmica do impacto das tecnologias socias no âmbito da sociedade. Desta forma, alguns parâmetros são paradigmáticos, ou seja: entender o que é colaboração, apropriação da tecnologia, gambiarra, conversações e principalmente, a característica principal das redes sociais onde o hiperlink subverte a hierarquia. Ou seja, a velha hierarquia de comando e controle é substituida pela liberdade; A tecnologia amplia sobremaneira a produção de subjetividades. Isto significa que as pessoas estão produzindo conhecimento como nunca antes na história da humanidade.

Nesse processo de apropriação da tecnologia o que importa é a emergência de conversas. Uma forma de comunicação de baixo pra cima capaz de se organizar em redes sociais, no sentido mais amplo possivel. Uma conversa que se dá na participação, no compartilhamento e na disponibilização de links, ideias, projetos, poesias, textos, vídeos e onde mais a criatividade humana consegue relacionar.

Essa conversa não é muito visível. Pois está sempre misturada com dicas, links e toda gama de conteúdo que faz a web se mexer no dia-a-dia. Mas ganha uma velocidade através das ferramentas de redes sociais (no sentido mais restrito possivel). Twitter, facebook, blogs distribuem essas conversas . O espectador é o amigo do amigo. Ou, aquele que recebe a informação pelas palavras do amigo. A propagação se faz pelo link.

Desta forma, o conhecimento corre solto. Não está mais atrelado ao binômio conhecimento e poder. O conhecimento está distribuído em rede e o que precisamos é saber busca-lo. Esta necessidade modifica por completo o aprendizado.

Vivemos, então, num mundo onde as relações entre as pessoas catapultam novas formas de aprender e ensinar. As relações cada vez mais enredadas, a exposição e a documentação das nossas ideias e a capacidade de processamento que a tecnologia proporciona traz novas possibilidades para os criativos. cada vez mais precisamos menos das instituições formais para estar antenado com o que acontece no mundo. Qualquer um pode construir o que quiser simplesmente acessando o conteúdo disponibilizado e distribuído em rede. Podemos desenvolver um drone caseiro, uma bicicleta que produz energia, uma CNC de corte à laser ou uma impressora 3d. É só visitar alguns tutoriais e sair numa expedição pela santa ifigênia que teu sonho se tornará realidade. qualquer um, também, pode construir uma bomba ou orquestrar um ato terrorista. Pois, a realidade é de cada um, múltipla e, de certa forma, não faz julgamentos. Atua tanto para o bem, como para o mal.

Podemos dizer que as grandes inovações desde a segunda metade do século 20 aconteceram a partir de uma ideia desenvolvida numa garagem qualquer. A Apple é resultado do início do movimento maker. Muitas outras empresas começaram a partir de um processo criativo. e, uma vontade muito grande de resolver problemas e enfrentar os desafios da atualidade.

Creio que o aprendizado vem com a apropriação. Não se aprende matemática, inglês ou qualquer outra matéria se não formos estimulados a se valer desse aprendizado para fazer algo que faça sentido para nossa vida. No entanto, cada um tem um interesse muito diferente. Por isso, entendemos o ser humano como múlltiplo. Tanto na expressão como na cognição.

Tudo seria mais fácil se ao invés de sentarmos numa sala de aula ou num laboratório tradicional, o aprendizado fosse focado nos projetos de cada um. E debatidos, conversados e ressignificados num grupo colaborativo e atuante. Talvez muitas pessoas acham que não tem projetos. Mas quando experimentam tornam-se aquilo que negam. E, começam a produzir subjetividades que estavam ocupando as áreas vazias das mentes. Para isso é só observar como pessoas começam a produzir em rede e expõe uma quantidade de conhecimentos que antes estavam escondidos. Esse é o grande legado do mundo conectado. Graças a web, ‘as pessoas’ estão se tornando mais informadas, mais inteligentes, e demandando qualidades perdidas na maioria das organizações.

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