O desconvencional

Oculus_SSZ-580-90O perfil do profissional está mudando a passos largos. O perfil mais atual é aquele que ‘teria’ autonomia, vontade própria, soluções inusitadas para problemas cotidianos e, principalmente, uma formação não convencional. A grande empresa não absorve este perfil. Medo de não conseguir manter o comando e o controle.

 

Do ponto de vista do profissional esta é uma tendência inequívoca. As novas gerações estão se valendo de todas as benesses de um mundo remediado pelas tecnologias sociais. A comunicação é mais rápida, a informação corre solta e existe a vontade de se fazer algo diferente do que apertar parafusos para ajustar a máquina capitalista.

 

No entanto, para mim é claro que toda essa transparência provocada pelas redes sociais, juntamente a mudança de perfil da geração 1900-2000, tem provocado uma certa confusão nas empresas constituídas. Por um lado, clamam pela criatividade e transformação. E, por outro, o conservadorismo de manter o convencional é maior do que qualquer outro campo de força. As empresas vivem no deserto das mentes suspeitas.

 

É lógico que estou fazendo esta análise sob o ponto de vista brasil. As empresas de tecnologias nos países de primeiro mundo são inovadoras per si. E, já nascem sob o paradigma do século 21. Nós, brasileiros, somos usuários de tecnologias. Desenvolvemos principalmente sobre a camada de uso. E, não da inovação e criação. Não criamos o google, a apple, nem android, nem nada amadurece a partir daqui. Mas, usamos muito bem toda essa traquitana para atender nosso dia a dia.

 

Creio que o profissional do futuro está penando para sobreviver. O mercado criativo absorve esses profissionais pela necessidade dos próprios. As soluções inovadoras estão pipocando de forma muito rápida. O mercado ativista, ou seja, coletivos que agem socialmente em prol de alguma causa, seja ciclovia, produtos orgânicos, veganismo, produtos culturais e até politicos estão absorvendo esses talentos. No entanto, o mercado freela, aquele que banca as contas promove a terceirização desses criativos para a produção de marketing e comunicação. Totalmente paradoxal.

 

Causa um certo enjoo que o incentivo para esses novos profissionais não é contemplado por ações de políticas públicas inclusivas e pelo financiamento de polos inovadores. Pouco é feito. Algumas ações existem mas estão contaminadas pelo sistema de camaradagem. O mercado criativo sobrevive sob o viés do empreendedorismo. Isto significa que tende a ser uma ação mais individual ou de pequenos grupos. A inovação é questionável. Antigamente o carrinho de cachorro quente era uma solução das classes menos favorecidas. O food truck é a resposta da economia criativa. Apenas um reposicionamento de mercado. Sorry, mas este tipo de inovação não é exatamente o que estamos procurando.

 

Mas o que estamos procurando? O crescimento de um mercado não se dá no produto final. O desenvolvimento se dá na viabilização de talentos que se envolvem neste mercado em diversas camadas. Tanto no desenvolvimento de novas ideias, na maturaçao e no produto final. É uma ecologia de rede criativa que só faz sentido quando a busca é colaborativa.

 

O convencional não alimenta esta rede de crenças e desejos. É necessário tentar novas formas de se fazer. O mercado criativo é a promessa contemporânea. Mas, sempre tem um mas para entendermos que como sociedade precisamos sair da caixa e rever as possibilidades.
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