Como vai a educação?

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Tenho visto muita balela rodar pela web a respeito de educação. Muitas tentativas de mudar um sistema que insiste em permanecer como está estabelecido. Iniciativas de design thinking para educadores que na verdade só mostram que a intenção difere diametricamente do gesto. As ideias existem mas é difícil implementar. Paulo Freire é amado nas secretarias de educação e Deleuze é repetido pelas doninhas que fazem parte do ativo fixo das fundações para educação. Mas a ordem do discurso é sempre a velha ladainha.

Ontem vi uma chamada para uma escola do Mato Grosso do Sul que vai implementar a estratégia da Escola da Ponte. Sem salas de aulas e provas, ou seja uma pedagogia voltada para a atualidade, onde se tratam alunos pelas suas diferenças e multiplicidades. Cada um deve aprender o que realmente lhe interessa. Não seguir como regra um curriculum do MEC, que é anacrônico como o próprio sistema que ele representa. Mas o sucesso da iniciativa só vai existir se alguém bancar essa mudança. A proposta é muito frágil, pois a ideia não é repercutir apenas boas práticas e, sim, dar vazão a emergência de novas práticas educacionais que atendam o interesse dos alunos para depois atender aos interesses da educação. A pedagogia deve nascer na prática do cotidiano para chegar as escolas. Uma inversão total dos valores do sistema.

Creio (acredito mesmo) que o aprendizado vem com a apropriação. Não se aprende matemática, inglês ou qualquer outra matéria se não formos estimulados a se valer desse aprendizado para fazer algo que faça sentido para nós. E, esse sentido é muito diferente entre as pessoas. Cada um tem um interesse muito diferente. Por isso, entendemos o ser humano como múlltiplo. Tanto na expressão como na cognição.

Tudo seria mais fácil se ao invés de sentarmos numa sala de aula ou num laboratório tradicional, o aprendizado fosse focado nos projetos de cada um. E debatidos, conversados e ressignificados num grupo colaborativo e atuante. Talvez muitas pessoas acham que não tem projetos. Mas quando experimentam tornam-se aquilo que negam. E, começam a produzir subjetividades que estavam ocupando as áreas vazias das mentes. Para isso é só observar como pessoas comuns começam a produzir em rede e expõe uma quantidade de conhecimentos que antes estavam escondidos. Esse é o grande legado do mundo conectado. Graças a web, ‘as pessoas’ estão se tornando mais informadas, mais inteligentes, e demandando qualidades perdidas na maioria das organizações.

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