Redes sociais e inteligência coletiva

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If I say that humans are social, I don´t mean that we tend to like one another or even that it takes a village to raise a child. i mean simply that we live in a shared world. We are here with others.
— David Weinberger

Uma análise dos projetos de redes sociais, principalmente com foco nas conversações apresentam uma tendência na implementação de projetos colaborativos. As possibilidades de transformação social derivadas da participação em redes sociais são parte importante da sociedade da colaboração que emerge pela utilização intensa das TICs. Nesse sentido, a construção coletiva do conhecimento é proposta como agente de mudanças.

A web só faz sentido quando um se preocupa com o outro. A web é um mundo que nós criamos para todos nós. Só pode ser compreendido dentro de uma teia de ideias que inclua os pensamentos que fundamentam a nossa cultura, com o espírito humano persistindo em todos os nós. Este compromisso entre humanos, essa generosidade parcial é parte importante dessas ações.

A mobilização, no entanto, é um processo que acontece em redes. É cotidiana e despretensiosa. A implementação se dá na utilização de técnicas de conversação, nas trocas de informação relevantes e na construção do comum.

As propostas atuais de ‘comunidade virtual’ têm como prerrogativa a participação dos usuários. Mas, existe um gap entre a necessidade e a mobilização. É necessário a criação de um espaço informacional para o acontecimento dessas conversações.
A partir disso, surgem várias propostas e formas diferenciadas para se validar esse acesso à informação. Desde a criação de blogs, sites colaborativos, listas de discussão, grupo no fb e tantas outras formas de conectar pessoas e promover o debate entre elas. Afinal de contas, é a conversação e seu potencial catalisador de novas ações o quê efetivamente interessa desse tipo de experiência.

As pessoas interconectadas estão conversando. Mostrando que existe um dialogo muito mais poderoso do que o velho monólogo reativo. Nos grupos existem conversas. Os canais de interatividade onde podemos contar histórias, dar opiniões ou qualquer outra forma de conversação são potencializados pela rede.

Mas o que são redes sociais? Manuel Castells diz: Quem é o que está conectado e desconectado ao longo do tempo constitui característica fundamental de nossas sociedades. Mas creio que estamos todos conectados. Em níveis diferentes, ou melhor, qualitativamente e culturalmente diferenciados. A conexão tem a ver com a inserção do ser humano na sua comunidade. As redes sociais são, portanto, sistemas organizacionais capazes de reunir indivíduos e instituições de forma descentralizada e participativa.

Através da internet está sendo possível o florescimento de movimentos sociais e culturais – feminismo, ambientalismo, defesa dos direitos humanos, das liberdades sexuais, etc.; As redes potencializam as velhas formas de organização social – para se tornarem o modo prevalecente de organização das atividades humanas. A internet possibilita a organização da sociedade civil. A rede, então, é aliada das pessoas. Assim, as redes sociais e conectadas elevam o ser humano à modernidade. Possibilita um retorno às redes humanas nas quais sempre estivemos inseridos.

Seguindo suas linhas de atuação, acredita que um projeto que inclui ambientes colaborativos é necessário que haja conteúdos acessíveis e instrucionais para que os novos usuários possam conhecer os instrumentos da rede e vivenciá-la em todas suas possibilidades.

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