A ganância subverte

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a ganância subverte a vida, a busca incessante dos lucros, a vontade de vencer àqueles que já foram vencidos. esse é o legado do ‘capitalismo’ para a humanidade. simples assim.

eu creio que gentileza gera gentileza. uma crença um pouco ingênua para quem habita o planeta terra na data estelar de 2015. essa crença num mundo melhor, regido pela generosidade e colaboração de amigos e estranhos é um embuste, uma armadilha por uma paz que ninguém com o poder nas mãos almeja verdadeiramente. a guerra, o terror e o medo trazem para os cofres privados um mar de dolares. e, para o resto apenas lama tóxica.

As 10 variáveis do Marketing Hacker

Falar de ética, amor e reputação é muita viagem para que os mercados entendam a força do Marketing Hacker.

É um tanto vago definir uma estratégia de ação baseada numa filosofia de negócios diferente dos esqueminhas tradicionais.

Resolvi elencar os pontos importantes para uma prática não usual.

  1. Tire o foco do teu próprio umbigo. O egocentrismo dos empreendedores é um tiro pela culatra. Muitas vezes acreditamos que as nossas idéias e projetos são imprescindíveis, mas os usuários não pensam assim. Eles tem umbigos próprios, e normalmente pensam diferente do que gostaríamos. Tente elocubrar seus negócios do ponto de vista dos usuários. Deixe teus consumidores participarem das tuas ações. Não se feche, abra os olhos, e aguce teus ouvidos. Os mercados estão informando os caminhos.

  2. Relaxe. Não adianta querer crescer rapidamente. A Internet, embora acelere as nossas vidas, não é mágica. E nenhum coelho vai sair da cartola. Todo projeto requer uma estratégia a longo prazo. É bom começar a pensar no futuro ao invés do imediato.

  3. Tenha Bom Humor. Não significa que você deva ficar enviando piadas para todo mundo, e muito menos, deixar teu site como um papagaio português. O bom humor é uma ferramenta poderosa, pois alivia o stress do cotidiano digital.

  4. Tenha opinião. Fale com a tua própria voz, e deixe que as tuas palavras floresçam através dos bytes. A voz é uma dádiva, e estamos conseguindo resgatar o seu poder. Use e abuse das conversações.

  5. Não tenha medo. A Internet facilita a vida de pessoas corajosas. Seja destemido, e mostre a cara.

  6. Seja curioso. A Web é o lugar certo para desenvolver pesquisas. Nem sempre temos saco para desbravar o desconhecido, mas na Era do Conhecimento, ser curioso é fundamental.

  7. Seja um sonhador. Quem não gosta de sonhar? Deixe aflorar os teus pensamentos mais profundos, e descubra como fazer o sonho se tornar virtualidade.

  8. A Internet é mais do que um novo ambiente. É um novo mundo. Muito mais divertido do que qualquer outra experiência que já vivemos. Pois trata- se de uma convergência de muitas tecnologias. Então, não deixe este ambiente ficar sério demais… Divirta- se.

  9. Não entre em pânico. Errar é humano. Aprenda com seu erros espontâneos, e não com receitas seguras e procedimentos cautelosamente analisados. Aliás, esta é a forma de aprendizado da tentativa e erro. Sempre há espaço para desculpas.

  10. Converse mais. Lembre que os mercados são conversações.

O importante é seguir todos estas dicas concomitantemente. Temos que nos divertir e sonhar para liberar o nosso amadorismo. O amador ama o que faz, e assim transforma a angústia cotidiana em arte. Fazer o que gostamos é um ponto de partida para qualquer empreitada.

E conversar, abrindo nossa mente para ouvir as vozes dos mercados, e soltar o verbo…. Não deixe ninguém falar por você. A reputação deve ser construída individualmente.

Em resumo, estamos neste mundo para sermos humanos. Este é o truque, e assim, nos tornamos autênticos. Repita sempre: “Eu não sou uma empresa. Sou um ser humano” #hd2001

No fundo do poço

lovelock-previously-claimed-london-would-be-threatened-by-rising-sea-levelsquais são os planos para 2025? as empresas correm para projetar que seus investimentos sejam maximizados. e, voce? o  que vai acontecer em 10 anos?

bem, vou tentar não ser muito pessimista.

quiças em 2025, o rio doce poderá estar límpido outra vez ou, as represas da cantareira estarão com seu reservatório muito acima do volume da morte, ou serão tempos de desilusão e escassez.

eu acredito no ítem terceiro. mas sempre é possível piorar.

james lovelock, renomado cientista e criador do conceito gaia, afirma que o aquecimento global é irreversível diz que até 2100, a população da terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – canadá, islândia, escandinávia, bacia ártica. em suma, uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada.

e continua: trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. verde é a cor do mofo e da corrupção.

na visão de Lovelock, significa que está na hora de começar a discutir a mudança do lugar onde vivemos e de onde tiramos nossos alimentos; de fazer planos para a migração de milhões de pessoas de regiões de baixa altitude; e o mais importante de tudo é que todos devem fazer o máximo que puder para sustentar a civilização e não deixar degenerar para um tipo de #madmax.

liberdade de produção imaterial

tumblr_ne5zo09wVP1qmufh0o2_400hoje acordei bloqueado no fb. compartilhei um gif que mostrava uma mulher, os seios e uma luva preta. o jogo de luzes fazia a luva desaparecer e nos dava a impressão de uma vênus de milus. muito bom!

já tinha sido avisado que seria bloqueado por um amigo que profetizou o futuro. sinceramente, nem me sinto ultrajado. a pergunta que fica é o porque estamos aqui? porque aceitamos tantas regras para estar com os outros. o fb é um acordo de uma empresa com os usuários. e, de tempos em tempos as coisas mudam. nova tecnologia vem substituir a anterior.

mas também eu acho que há um que de preguiça para sair da zona de conforto tecnológico. o ímpeto revolucionário pela busca pela novidade foi corrompido pelas facilidades da índustria do serviços digitais. o consumo midiático em rede é instantâneo e quase imperceptível. a rede coopera com a rede. e, assim continua.

pensando nisso, qual seria a nova onda? a tecnologia mobile ampliou a produção e exposição de imagens, a troca exacerbada de mensagens e está cada vez mais se ocupando do streaming de audio e vídeo. o linkedin tenta dar uma cara profissional pra web, outros buscam na efemeridade as respostas contemporâneas do que é um ser em rede. mas ainda nao consegui imaginar qual seria o tsunami. acho que vamos pular ondinhas. existem muito mais espaços de compartilhamento. Cabe a cada um de nós, no entanto, construir sua liberdade de produção imaterial.

O que salva?

onde há perigo cresce também o que salva. essa frase de holderlin nos revela a dualidade entre o perigo e o que salva. Como, então, evitar os perigos e permanecer com aquilo que salva? talvez a única saída seja desvencilhar-se da técnica, ou melhor de todo arcabouço técnico que trouxe a humanidade para o século 21 e buscar um outro modo de produção. não acredito que podemos seguir sendo a civilização do petróleo. apesar da grana envolvida e do capitalismo neanderthal fazer de tudo pra se manter no poder a qualquer preço, sabemos que as estruturas já se romperam e se quisermos continuar a ser humanos temos que nos reinventar. e, não será resolvido ao estilo papai e mamãe. precisamos entender o contemporâneo como uma suruba que se torna cada vez mais permanente.

entendo que pra sair dessa enrascada que estamos todos metidos, seja para enfrentar o terror, ou para lidar com o perigo inusitado há de ampliar a capacidade de se recriar. de saber aceitar o outro, sem subjugar. a promessa da tecnologia é colocar o ser humano em contato, um com o outro e todos na conversa e, dessa forma, ter a consciência de que estamos todos na barca furada, que deveriamos nos preocupar um com os outros. Isso nos tornaria mais humanos. esse deveria ser o sentido do fb e de todas as redes sociais. mas… a ingenuidade é utopica e o ser humano é merda.

nota de david dimantas: não acho que só pelo ser humano ser merda que a internet perdeu o sentido cooperativo. o capitalismo tomou conta dos meios sociais virtuais e somos induzidos à banalidade. a sociedade da distração se infiltrou por completo na internet, e a distração simplifica a vida, desmobiliza a atuação manifestante, cria uma perigosa zona de conforto, somente para dar continuidade ao sistema como um todo… mas o ser humano é merda.

Sequela

voltando às tragédias e suas semelhanças.

mariana não tem cara. tem minérios. uma rede de corrupção foi formada para sua exploração. no pequeno nada é legal. compra de votos, de políticos, da policia, do poder público e uma atuação na rede local de habitantes, seja pelo lado do emprego ou pela ocupação econômica. em mariana, o negócio é o minério. a sequela, um crime ambiental.

nas arabias (usando um termo genérico pra me referir à localidade), o negócio é o petróleo. imaginem o tamanho da rede de corrupção que foi formada nesses últimos dois séculos? e, somados às raizes profundas do colonialismo. uma região entregue aos mandos e desmandos de ditaduras criadas pelo imperialismo global. uma depois da outra vieram tripudiar a população. não explica o ato. mas a estória explica as consequências. a sequela, o terror. ‪#‎madmax‬

Acredite quem puder

quem é quem nessa estória toda? isso pouco interessa. a civilização é um acordo que conspira contra todos permanentemente. não existe o inimigo. existe a humanidade, que não deu certo. um projeto falido desde adão e eva. uma religiosidade que sabota a evolução do homem. a trombeta do apocalipse dá o tom de fim de festa. o que dá pra compreender de todo esse teatro global é que as idiossincrasias tribais continuam a jogar o jogo do poder. são reações muito parecidas na essência, mas diferentes no resultados. o estado islâmico é fundamentalista. mas esse fundamentalismo não é diferente dos evangélicos de plantão, dos judeus heterodoxos, dos cristãos dominadores ou dos muitos outros grupos cujo egocentrismo os fazem se auto proclamar os escolhidos da vez.

o sistema é complexo. tudo funciona como – um toma lá, dá cá eterno – no qual não se sabe quem é bom ou mau. é tudo junto e misturado. a diplomacia é a mais furada das ciências. porque o homem mente, dissimula e trai. a justiça dos homens é uma barca furada. a justiça divina, essa sim, é a verdade absoluta. acredite quem puder. ‪#‎madmax‬

Será?

será paris? será mariana? qual das tragédias é mais legitima para dar meu apoio do sofá? fazer todo esse alarde por solidariedade vazia é mais hipócrita do que o silêncio. a mídia fb direciona todas as atenções para paris. e, como cabritinhos seguimos o pastor. é logico que todas essas ‘ameaças’ trazem um sentimento de união em prol do ‘status quo’ ocidental. temos medo do perigo, do terror. é tanto medo que sentimos mais por essas vítimas em comparação às muitas outras vítimas do cotidiano terrorista. eu acho que mariana foi um ato de terror contra a sobrevivência do ser humano. pois, para continuar as peleias o ser humano precisa existir. eu sinceramente acho que estamos vivendo uma total escassez de recursos de vida, ou seja o final do filme é lento, mas persistente. ‪#‎madmax‬

Abundância e Escassez

maxresdefaultA maior contradição da sociedade contemporânea é lidar com a dualidade entre abundância e escassez. Por um lado, a Internet nos trouxe uma ideia nada equivocada de abundância. É o que chamamos de gift economy. Uma vez que, se você tem uma música no teu iPod e compartilhar com outrém, este terá uma música nova no seu device e você continuará com o play list completo… isso não acontece quando temos uma maça. Se dividi-la, cada um ficará com a metade. Uma metáfora útil para entender que tudo que é digital carrega a sensação de abundância. Enquanto no presencial subtraímos para viver.

Este é um tema que tem me movido a pesquisar sobre as tendências de um futuro próximo. No qual, somos seres rico-riquíssimos nas redes sociais, fazemos do verbo as possibilidades de compartilhamento. Mas no presencial, sofremos as aguras dos tempos de MadMax. Esta vida abundante que vivemos nas redes sociais distorce fortemente a afirmação que temos que sobreviver ao mundo inóspito. Mas temos um alento: a abundância da informação, as possibilidades de conexão que nos fazem mais humanos nas trocas do cotidiano tem a potência de nos elevar a um outro patamar da civilização. Só depende de nós… fica a dica: gentileza gera gentileza.