A arte em rede

rede de cabosSou artista. Mas será que este substantivo define alguma coisa? Talvez alguns adjetivos possam clarear esta afirmação. Sou artista do que?

Esta é uma pergunta que demoro para responder. Porque, em primeiro lugar, preciso me localizar. Tenho uma tendência para artes visuais. Embora, meu background acadêmico e técnico não me ajudam muito na definição. Logo, prefiro não me identificar desta maneira. Posso ser pintor, pesquisador ou pirata. Assim, um artista pirata. Uhmm, é pouco tangível.

Minha vida se dá em rede. Desde 1998 assumi a Internet como espaço de ação. É aqui que tenho feito minhas melhores (e piores) reflexões. É aqui que tenho proposto transformações, intervenções e desenvolvido ideias, imagens e experimentos. E, de certa forma tenho desenvolvido uma afirmação de Toni Negri que todo trabalho imaterial é performance. HD é um artista em performance. Pois, esse é um caminho para explorar.

Esta performance se dá no cotidiano. Nas postagens, nos compartilhamentos, nas colaborações. O dia a dia é um potencializador de subjetividades. Creio que este ponto também me é caro. Esta produção aparece na minha trajetória.

Mas creio que não só de performance vive o homem. Produzir subjetividades é um desvelamento da contemporaneidade. Creio que isto não acontece apenas comigo. Vejo muita gente fazendo coisas muito interessantes online. A arte tem migrado para outras linguagens. Linguagens tecnológicas e ricas em interatividades se mostram cada vez mais viáveis no universo particular das redes.

Estas linguagens se fundem digitalmente. A imensidão de possibilidades acontecem porque mais pessoas participam da rede. Mais pessoas trazem para o debate humano as suas novas conquistas. E, compartilham e são compartilhadas. Tornando a rede cada vez mais rica em inteligência coletiva.

Eu faço parte desta rede. Aqui tenho desenvolvido todo meu background de artista, nas trocas da metareciclagem, do lixo eletrônico, da relação íntima com a cultura digital e mais importante com a colaboração visível e invisível de milhares de pessoas. As relações acontecem na generosidade de um like, no apoio aos projetos ou como cada um sentir e desejar.

Bem, respondendo a questão… sou um artista das redes 😉

foto: rede de cabos de glauco paiva

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