Todos os lugares

11024098_816913741720857_312378293_n Perguntamos então: será que a sociedade não estaria engendrando uma espécie de prisão ainda mais aperfeiçoada do que todas as outras, por intermédio da conexão ao ciberespaço, pela virtualização das relações humanas, pela ubiquidade, ou por qualquer outra tecnologia que nos permite ir a todos os lugares sem sair do lugar? Ou todos os lugares em um só lugar e cada lugar em todos os lugares. Chega(re)mos ao tempo em que não haverá mais campo de tênis, mas um campo virtual; não haverá passeio de bicicleta, mas exercícios em um home-trainer.

Essa ideia que ciberespaço é o fim do espaço, ou que a ubiquidade absoluta anule todo o espaço é uma utopia tecnológica. A relação de mistura e conexão que a rede forma cria um espaço diferente. A reconfiguração do espaço que iguala o físico e o virtual: todos os lugares num só lugar e cada lugar em todos os lugares. Na Internet, a informação é o mundo, se a informação é o mundo e se este mundo está em rede, então temos tanto a possibilidade de estar em todos os lugares.

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